Economia criativa: "Hobby" que movimenta R$ 50 bilhões

R$ 50 bilhões, 10 milhões de famílias, a Economia Criativa movimenta o PIB brasileiro, mas ainda é vista como "hobby" para muitos.

Economia Criativa

Quem escreve

Vamos falar de economia criativa, mas antes, para quem ainda não me conhece, sou Adriane Bueno, advogada, empreendedora, artesã e amante do mercado criativo Brasileiro.

Já faz quase dois anos que iniciei uma série de transformações em minha vida, e, claro, o blog não poderia ser excluído desse processo.

No entanto, não estou aqui para me desculpar pelo sumiço, ou por não vir mais ao blog dar as dicas de arte para quem me segue, pois, (in)felizmente, em um desses processos de transformação eu aprendi que há momentos nas nossas vidas em que é necessário fazer o que precisa ser feito, não só o que queremos.

E foi exatamente isso que eu fiz: tudo que estava ao meu alcance, que eu acreditei ser o certo e o melhor que eu poderia oferecer naquele momento, mesmo com a consciência que aquele não era o meu melhor por essência.

Momento

Acredito que várias pessoas sejam capazes de se identificar com a minha história.

Mudar de cidade, passar a ter dois empregos, tentar ter momentos de lazer,  cuidar da saúde, os contratempos do excesso de trabalho, manter o prazer pelo que faz, unir um novo estilo de vida com a (in)capacidade de conciliar tudo no mesmo momento da vida e tomar todas as decisões necessárias e responsáveis que um adulto deve tomar.

Aquele momento da vida em que decidimos que do jeito que está não está bom, que é necessário mudar, mas não sabemos o que, muito menos como fazer isso, ou seja, não temos a mínima ideia do que será amanhã. Sabemos apenas que do jeito que está, será difícil continuar.

Muitos que chegam nesse ponto acabam ficando com várias dúvidas e medos, e permanecem como estão: insatisfeitos com a vida, mas não fazendo nada de diferente. E a vida segue…

Outros decidem se arriscar. Eu fui uma delas e vou dizer a verdade para vocês: é difícil demais, mas vale cada segundo!

Mas porque estou falando tudo isso?

Foi em um desses momentos de transformações que eu conheci a economia criativa e passei a fazer parte dela…

E é sobre isso que eu quero falar!

O que é a economia criativa?

Os especialistas dizem que o ciclo se inicia com a criação, seguido pela produção e distribuição de bens ou serviços que incluem a criatividade e o capital intelectual como matéria prima.

Ou seja, é conteúdo criativo com valor econômico.

No aspecto geral a economia criativa abrange 14 segmentos como artesanato, design, fotografia, música, entre outros.

Somados esses setores, a economia criativa movimentou em 2015 R$ 155,6 bilhões, o que representou 2,64% do PIB brasileiro naquele ano.

Foram mais de 851,2 mil pessoas empregadas formalmente.

A economia criativa é sustentável, constrói redes e infraestrutura colaborativa.

Além disso ela reúne e inclui pessoas com diversidades e impulsiona novas ideias, conexões e modelos de negócios.

Se falarmos do setor de artesanato, podemos dizer que é filosófica, antropológica e preserva o patrimônio cultural do país.

Quem participa da economia criativa?

A inquietação e ansiedade que se forma dentro da gente, aquela mesma que eu me referi no começo do texto, faz com que sejamos capazes de buscar algo novo que complete ou complemente nossas vidas.

E é essa mesma ansiedade que leva a maioria das pessoas para o universo da arte.

Hoje, podemos dizer que grande parte das pessoas que estão no artesanato entraram nele “sem querer”, ou seja, ou por ausência de alternativa – falta de emprego, por exemplo – ou mesmo pela necessidade de uma renda extra.

Isso indica que a grande maioria não escolhe a arte como primeira opção, pois conhece as dificuldades do mercado e o preconceito da população diante dessa escolha.

Acontece que, assim como na música, teatro e várias outras áreas profissionais, a arte exige uma dedicação muito grande de tempo.

Por ser um processo criativo e (em sua maior ou principal parte) manual, torna o custo da mão de obra elevado.

No entanto, mesmo sendo um mercado bem difícil de se destacar e sobreviver, o artesanato é hoje responsável pela movimentação média de R$ 50 bilhões por ano e sustentam mais de 10 milhões de famílias.

A dedicação dos artesãos e a dificuldades do setor.

Como já mencionei, apesar de ser um grande mercado, ao falarmos “sou artesã” a reação mais normal é “Bonito o que você faz, mas do que você vive?”.

Confesso que sinto uma tristeza bem grande.

Para o artesão, são horas de dedicação não apenas à criação, mas em estudos para desenvolvimento da técnica e para aprender a oferecer melhor produto.

o grande desafio é demonstrar o valor agregado que justifica o preço final dela.

Além disso, como todo empreendedor precisamos aprender a administrar e gerenciar o negócio.

Parece obvio para muitos, mas o fato é que a grande maioria da população não tem conhecimento algum de economia, precificação, mercado e empreendedorismo.

Mundo atual

Hoje o país passa por um momento de exigência de conhecimento exacerbada.

Há uma necessidade não apenas de focar no que sabemos fazer (produto), mas em ser bom em todas as áreas de administração e gestão para que nosso negócio funcione, cresça e sejamos capazes de viver dele.

E quando falo isso não estou me referindo apenas ao mercado criativo, mas sim para todos os que decidem empreender para viver.

O fato é que adquirir esse conhecimento todo sem ajuda é praticamente impossível. E o meu post é justamente para tranquiliza-los quanto a isso.

Realidade Individual

Se você tem dificuldades de precificar, saber as tendências do mercado, fazer a gestão da sua empresa, administrar sua vida pessoal e ainda fazer a produção das encomendas que recebeu, fique tranquilo, você não é o anormal da história!

Essa é a situação da grande maioria das pessoas que empreendem no nosso país.

E o que posso fazer daqui para frente para tentar ajudar é justamente trazer um pouco de conhecimento e algumas dicas do que aprendi pelo caminho.

Sugestão

Claro que a dica principal é: estude! Dedique-se não só ao que você faz – para fazer cada vez melhor – mas também ao seu negócio como um todo.

Se você quer fazer parte da economia criativa, você terá que estudá-la. Não existe crescimento sem dedicação.

Você também pode buscar por empresas que fazem gestão de negócios, elas podem te ensinar o gerenciamento facilitando o seu dia a dia.

Busque também por cursos de precificação específicos de artesanato, e conteúdos de comportamento humano ajudam a entender como funciona a compra e venda dos produtos.

Lembre-se que agregar conhecimento nunca é demais, mas delegar funções é essencial para o crescimento!

E saiba que: Toda vez que não estão te cobrando por algo, você é o produto.*

Considerações

A Adriane mudou e por consequência a Quero Personalizado também mudará.

A ideia é trazer mais conteúdo, um estilo singular com o conceito criativo.

Vejo vocês em breve!

* Este será o assunto do nosso próximo post, fiquem ligados!
Links úteis:

Fonte: http://g1.globo.com/economia/pme/pequenas-empresas-grandes-negocios/noticia/2018/03/mercado-de-artesanato-movimenta-r-50-bilhoes-por-ano-no-brasil.html , https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/conhecimento/noticias/noticia/economia-criativa2http://geekonomics.com.br/2018/08/o-que-e-economia-comportamental/

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